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Ecologia do Pombal

Falcão-peregrino – Falco peregrinus

    É uma ave de rapina diurna de médio porte, com uma envergadura de 89 a 120 cm, sendo as fêmeas maiores e mais pesadas que os machos (dimorfismo sexual).
    Apresenta uma forma típica de falcão, com asas pontiagudas e um desenho corporal compacto e aerodinâmico. O dorso apresenta um tom cinzento-azulado enquanto que o ventre e a zona interna das asas apresentam tonalidades claras com barras escuras. Identifica-se facilmente através da sua cabeça preta cinza com um “bigode “ escuro e um queixo branco.
    O Falcão-peregrino distribui-se por todos os continentes à excepção da Antártida, sendo a sua população europeia estimada em cerca de 7600 a 11000 casais reprodutores. As populações do norte são migradoras podendo percorrer cerca de 14500 km, daí o seu nome comum “Falcão-peregrino”. No nosso país esta espécie está presente durante todo o ano e foi considerado como ”Vulnerável” no Livro Vermelho dos Vertebrados.
    Prefere habitats em zonas montanhosas e vales fluviais podendo igualmente ser encontrado em cidades. Cria em saliências rochosas nas encostas escarpadas e de difícil acesso.
    Alimenta-se de aves de pequeno a médio porte, lançando-se em voo picado e alcançando, por vezes, uma velocidade próxima dos 300km/h! Devido à sua abundância, tamanho e comportamento, o Pombo-das-rochas (Columba livia) pode chegar a compor mais de 50% da sua dieta. Estruturas como os pombais tradicionais poderão proporcionar uma base alimentar bastante importante a estas aves de rapina.
    As populações desta espécie sofreram um elevado declínio nos anos 50 e 60 devido à utilização de pesticidas organoclorados (DDT) na agricultura, estas substâncias acumuladas de ave para ave, presas potenciais desta espécie, provocaram o enfraquecimento da casca do ovo e consequente insucesso reprodutivo dos indivíduos. A sua proibição permitiu alguma recuperação da espécie nos últimos anos. Sendo igualmente sensível a perturbações no período de nidificação, a presença humana poderá levar ao abandono do ninho, inviabilizando o sucesso reprodutivo.

 

 

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