Funções
Os pombais correspondem a construções especialmente preparadas para albergar pombos, e destinam-se a cumprir uma ou várias das seguintes funções: produção de carne (borrachos e pombos), produção de estrume de pombo “pombinho”, simbolizar ou ostentar poder, riqueza, melhoramento estético de uma propriedade e entretenimento (columbofilia). Em tempos idos os pombos serviram também de mensageiros, e para o efeito havia pombais ambulantes.
Na generalidade os pombais tradicionais do Nordeste, aquando da sua edificação, destinaram-se a cumprir as duas primeiras funções, servindo então como um importante complemento da actividade agrícola das sociedades rurais. Inicialmente serviriam fundamentalmente como complemento na produção de proteínas animais na dieta das comunidades de montanha. Mais tarde, nomeadamente com a instalação ou expansão de algumas culturas agrícolas ter-se-á incrementado a vertente de produção de estrume “pombinho”, ficando a produção de borracho para segundo plano. Esta função terá motivado uma ampla difusão desta prática, nomeadamente na Terra Quente Transmontana. A atestar esse facto esta a enorme abundância de pombais nas freguesias de Almendra, Escalhão, Freixo de Espada Cinta e Vila Nova de Foz Côa, todas elas confinantes com o Rio Douro, são as que possuem o maior número de pombais de todo o Nordeste, onde as extensas e ensolaradas encostas cobertas de olivais, amendoais e vinhas, exigiam o uso em grande escala de pombinho.
A riqueza em termos arquitectónicos, a sua presença emblemática na paisagem e a beleza dos bandos de pombas flutuando permanentemente sobre o céu das aldeias, tornaram-nos parte integrante do património cultural desta região, e quiçá a sua presença na memória colectiva seja uma das suas principais funções para a sociedade moderna.
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